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Jorge Santos
  Literatura | Actualidade | Educação | Informática | Arquivo | Memória | Mapa  
 
  ACTUALIZAÇÃO: 21/7/99 anajorge@mail.telepac.pt
 
ESTRUTURA

Continuo a tentar construir uma página leve, discreta e elegante: para um amador, é a quadratura do círculo! Mas a esperança nunca morre...
Os documentos disponíveis estão distribuídos por seis áreas temáticas. Cada uma delas está permanentemente acessível, através da barra de ligações no topo. A qualquer momento pode voltar a esta página, escolhendo Início. Se quiser ter uma visão global do "site", aconselho-o a visitar o Mapa. Aliás, no caso de o seu "browser" não reconhecer "frames", deve utilizar exclusivamente essa ligação.

CONTEÚDO

Não tem a qualidade que eu gostaria, mas tende a melhorar...
É minha intenção que o núcleo central seja a informação literária. Por isso tem tendência a crescer exponencialmente. A par dos "clássicos", pretendo disponibilizar material sobre autores menos conhecidos e, eventualmente, recuperar alguns. Já lá estão Ferreira de Castro, cujo centenário se comemorou no ano passado, e Aquilino Ribeiro – escritores que tiveram um certo prestígio e estão a cair no esquecimento.
Pode também encontrar alguns textos sobre educação e questões da actualidade. Na área de informática, existe um pequeno guião de linguagem HTML, para o caso de se querer iniciar na produção de páginas web, além de um roteiro de páginas escolares. No arquivo estão textos que estiveram a um passo do "delete", e que agora aguardam nova redacção. Quanto a memória, não passa de um projecto antigo, que me recuso a abandonar.

SARAMAGO

 
Almeida Garrett
GARRETT

 
Alexandre Herculano
HERCULANO

FERREIRA DE CASTRO

AQUILINO

PÁGINAS ESCOLARES

LINGUAGEM HTML

PEDRA FILOSOFAL
 
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
 
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Columbina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar. 
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança. 
António Gedeão
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