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A situação do parque escolar é hoje incomparavelmente melhor do que há dez ou quinze anos atrás, graças a um esforço continuado de construção de novas escolas. No entanto, também aqui, há ainda muito a fazer.

Sobretudo nos centros urbanos persiste o problema da sobrelotação em várias escolas. Em algumas delas continuam de pé e a funcionar os pavilhões provisórios, montados à pressa para acomodar mais duzentos ou trezentos alunos. A maioria funciona em regime de desdobramento, com turmas predominantemente matutinas e outras vespertinas, a trinta e trinta e dois alunos. Tudo isso indicia que é necessário continuar a investir em novos edifícios.

Paralelamente, há que submeter os mais antigos a profundas obras de recuperação, muito mais profundas do que as intervenções pontuais feitas à pressa durante as férias escolares. Todos aqueles que t~em a infelicidade de trabalhar nessas escolas degradadas sabem como é penoso e pouco produtivo esse ambiente.

 

QUALIDADE ARQUITECTÓNICA

Entre os milhares de edifícios escolares de todo o tipo espalhados pelo país, poucos se destacam pela sua qualidade arquitectónica. Na sua maioria, são construções insípidas, sem nada que desperte no passante o prazer de olhar. Essa insipidez é mais evidente nas construções recentes: olhar para uma é olhar para todas — e isto é o pior que se pode dizer... Ao nos depararmos com uma escola numa vila do interior trasmontano, temos a impressão de ter já visto o mesmo edifício em qualquer outra região do país. Não fosse o espaço envolvente e poderíamos imaginar-nos no Alentejo ou num qualquer bairro suburbano de uma grande cidade do litoral.

Este é o resultado, quase inevitável, da massificação do ensino. Massificação é sinónimo de uniformização. É a cultura da fotocópia: encomenda-se o desenho para uma escola em "Vila Nova da Terra" e, como são necessárias mais trinta escolas em outras tantas localidades, reproduz-se o projecto, com as inevitáveis adaptações topográficas, sem ter em conta nenhuma das múltiplas características diferenciadoras das inúmeras vilas e cidades do país. Poupa-se tempo; poupa-se dinheiro (?) e lega-se aos vindouros um monte de lixo arquitectónico.


Copyright © 1999 Jorge Santos  
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